Filme A bela e a Fera 2017

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O filme remake da história francesa no qual o criador da Disney se inspirou para fazer o lindo e encantado desenho animado estilo musical, lançado no ano de 1991 (um ano antes do meu nascimento *-*), foi um dos melhores filmes baseados em histórias infantis que eu já vi até agora. Não é só porque eu choro com filmes desse gêneros inspirados em contos de fadas e contos infantis, como Tarzan, Mulan, O rei leão e tal, mas porque esse filme foi na minha opinião os melhores e mais inspiradores longas do ano, sem exageros. Depois de La la land ( que ainda não vi), que ganhou um prêmio no Oscar e que também foi um musical bem produzido, diga-se de passagem, A Bela e a Fera me encantou em vários gêneros, não só porque eu conheço a história desde muito pequena, mas porque me admirou que tudo contribuiu para um filme perfeito e muito emocionante no final.

A história original da Bela e a Fera, quero explicar um pouco, porque muita gente anda fazendo críticas por aí sobre o filme, sem contextualizar muito a história e do que acontece nesse novo remake, mas que explicarei um pouco de como essa tão antiga história foi tão adaptada ao longo desses anos. A história original, do conto de fadas da Bela e a Fera, que a gente conhece pelo musical de Walt Disney, com passarinhos que cantam, um gordinho babaca que faz tudo pelo seu amigo, e antipático, admirado Gaston, e chicáras e objetos que voam, dançam e cantam foi na verdade inspirada pela história original de  Gabrielle-Suzanne Barbot, que passou por diversas adaptações desde então, essa primeira versão foi impressa lançada no ano de 1740.

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Depois da perimeira versão, vieram outras como a versão mais conhecida do resumo da obra de Villeneuve , publicado em 1756 por Madame Jeanne- Marie LePrince de Beaumont, no Magasin des enfants, “La jeune américaine”, surgindo pela primeira vez também em 57, como a primeira versão inglesa.

Variantes do conto foram surgindo através da Europa, um exemplo é a versão lírica francesa “Zémire et Azor“, escrita por Marmontel e composta por Grétry, em 1771.

O editor, escritor e tradutor Rodrigo Lacerda, que assina a apresentação da obra, explica que Beaumont era uma educadora reconhecida e influente na época, ao contrário da desconhecida Villeneuve. Por isso sua versão da história alcançou uma popularidade muito maior. Lacerda destaca que Beaumont aproveitou a trama principal, mas excluiu, por exemplo, a vida pregressa dos protagonistas. No texto de Villeneuve, a fera é um príncipe que, por causa da guerra, é deixado pela mãe para ser criado por uma bruxa na floresta. Ele cresce, torna-se um homem bonito e atraente. A bruxa que o criou, apaixonada, tenta seduzi-lo. Um enredo bem pouco infantil.

Primeira versão

O conto “A Bela e a Fera”relata a história da filha mais nova de um rico mercador, que tinha três filhas, e que as mais velhas gostavam de ostentar luxo, de festas e vestidos, a mais nova, que todos chamavam de Bela, era humilde, gentil, e generosa, gostava de leitura e tratava bem as pessoas.

Um dia, o mercador perdeu toda a sua fortuna, com exceção de uma pequena casa distante da cidade. Bela aceitou a situação com dignidade, mas as duas filhas mais velhas não se conformavam em perder a fortuna e os admiradores, e descontavam suas frustrações sobre Bela, que humildemente não reclamava e ajudava seu pai como podia. Com o mercador partindo, as duas filhas mais velhas, esperançosas em enriquecer novamente, encomendaram-lhe vestidos e futilidades, mas Bela, preocupada com o pai, pediu apenas que ele lhe trouxesse uma rosa.

Quando o mercador voltava para casa, foi surpreendido por uma tempestade, e se abrigou em um castelo que avistou no caminho. O castelo da Fera.

Ao partir, pela manhã, avistou um jardim de rosas e, colheu uma delas para levar consigo. Foi surpreendido, porém, pelo dono, a Fera, que lhe impôs uma condição para viver: deveria trazer uma de suas filhas para se oferecer em seu lugar.

Ao chegar em casa, Bela,  resolveu se oferecer para a Fera. A Fera então,  foi se mostrando aos poucos como um ser sensível e amável, fazendo todas as suas vontades e tratando-a como uma princesa.  Um dia, Bela pediu que Fera a deixasse visitar sua família,  muito a contragosto, concedeu, com a promessa de Bela retornar em uma semana. O monstro combinou com Bela que, para voltar, bastaria colocar seu anel sobre a mesa, e magicamente retornaria.

Bela visitou alegremente sua família, mas as irmãs, ao vê-la feliz, rica e bem vestida, sentiram inveja, e a envolveram para que sua visita fosse se prolongando, na intenção de Fera ficar aborrecida com sua irmã e devorá-la. Bela foi prorrogando sua volta até ter um sonho em que via Fera morrendo. Arrependida, colocou o anel sobre a mesa e voltou imediatamente, mas encontrou Fera morrendo no jardim, pois ela não se alimentara mais, temendo que Bela não retornasse.

Bela compreendeu que amava a Fera, que não podia mais viver sem ela aceitando o pedido de casamento. Nisso, a Fera se transformou num lindo príncipe, pois seu amor colocara fim ao encanto que o condenara a viver sob a forma de uma fera até que uma donzela aceitasse se casar com ele. O príncipe casou com Bela e foram felizes para sempre.

Resultado de imagem para a bela e a fera filmeAo fazer essa nova adaptação, como muitas críticas tem falado por aí que a história do novo filme não condiz com a primeira obra. A Bela e a fera, surgiu uma adaptação, que até então, desconhecida, pra mim, teve estreia em 2014, pela direção de Christophe Gans, onde quem faz o papel de Bela é a atriz Léa Seydoux do filme azul é a cor mais quente. Eles encenam a triste história do mercandante mas com a versão das irmãs invejosas, sem o Gaston, que no meu pensamento, as irmãs tomam o lugar das meninas que querem ficar com o exibido Gaston, na versão musical da Disney.

Então não priemos pânico, essa versão de 2017 foi inspirada na adaptação da disney, mas no entanto, não apaga o brilho de nenhuma das obras.

A trilha sonora é produzida pelo grande mestre de efeitos sonoros Alan Menken, e o filme em termos de animação e efeitos é perfeito. As músicas não há nem o que falar, e todas as passagens e cenas são iguais ao desenho da década de 90. Eu posso dizer que me debulhei em lágrimas no final, porque é tudo muito mágico como todos os desenhos da Disney são. E os atores também se encaixaram perfeitamente em seus preciosos papéis, o que me surpreendeu com a aparência dos personagens e as vozes, totalmente parecidas. A cena mais linda do filme com certeza é na hora do baile, em que a Bela se veste ocasionalmente de amarelo e dançam juntos com a Fera na sala principal, e outra na luta entre o Gaston e a Fera que é de tirar o fôlego de tão triste quando a Fera morre [Alerta de Spoiler]e quando a última pétala da rosa mágica cai fazendo com que o mundo mágico e seus objetos fiquem inanimados.

O filme foi dirigido por Bil Condon e seu país de origem é os EUA.

Vale a pena a família inteira assistir. 😉

 

Trailer

     

Trilha sonora

Trilha sonora internacional

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