Hi, stranger a nova animação da artista Kirsten Lepore

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Uma criatura que surgiu aqui na net, há pouco tempo, de massa de biscuit, com aspecto meio incomum, traços de et e corpo de humano, completamente nú, deitado de bruços que fala diretamente com você e faz você se sentir melhor, querido e amado com suas verdadeiras mensagens. Hi, stranger, ou melhor para nós brasiil leiros, Olá, estranho, é uma animação que foi lançado no youtube, e que já está fazendo sucesso nos trend topics das redes sociais de todas as pessoas que viram. As reações são as mais inusitadas, desde espanto, horridade, à amor pela criatura. Vejam o vídeo:

 

Escrito, Dirigido e Animado por Kirsten Lepore
Voz por Garrett Davis
Composição de som por David Kamp

A ideia de criar a animação veio da artista Kirsten Lepore, que tem uma página só para postar seus diversos e variados trabalhos de animação. Num mundo como o nosso de redes sociais, com o cibermeio e o fluxo de informações, é interessante parar um minuto do seu estressante tempo para visualizar essa pequena, estranha e útil criatura e o que ela nos tem a dizer. Posso até falar que no momento que estamos vivendo é até necessário parar para ouvi-lo. Precisamos de tempo. É essa a mensagem, uma crítica contemporânea do mundo atual.

 

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O ano novo de calendário

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O seu ano começa quando?  O meu começa a partir de hoje, então vamos falar um pouco de astros e de parabenizar pelo raiar de um ano novo.

Há alguns anos recebi a mensagem de um site que eu sou inscrita, personare, que fala sobre astrologia, runas,tarô, cartas, horóscopo e etc, obs.: deixarei o link aqui pra quem quiser entrar!! rsrsrsrs (comecei essa saga de horóscopo depois que eu comecei a receber mensagens de vidência gratuitas falsas e etc, como a Dona Carolina!), para os não céticos. Não é questão de acreditar ou não em astrologia, como diz minha mãe, a gente só deve acreditar naquilo que é bom pra gente ouvir sobre nós mesmos, o ruim a gente descarta, então o que faço?, quando a mensagem é boa certamente ou quando “bate” exatamente com o momento que eu estou passando e desejando ouvir, eu fico feliz! Continuar lendo

Entrevista com o escritor Habib Zahra sobre a nova obra “O dia em que a morte sambou”

 

Se mudou do Egito para a cidade cultural de Olinda, é pai de um menino fofíssimo de cabelos ruivos, casado com sua esposa que é ilustradora do seu mais novo livro “O dia em que a morte sambou”, o famoso escritor Habib Zahra, nos concedeu uma entrevista após o  lançamento, aqui em Recife na livraria cultura. Ele falou sobre como é escrever um livro para crianças e relatou sua trajetória de escritor.
Como é morar numa cidade histórica como Olinda ?
Não moro em Olinda por acaso, foi o lugar que eu escolhi depois de rodar bastante e viver em várias outros cidades e países. O que mais me atrai em Olinda não é necessariamente que ela é uma cidade histórica, mas principalmente sua riqueza artística e cultural. A cultura de rua, os ateliês abertos, as sambadas nos becos e terreiros, os blocos nas ladeiras o ano todo, os músicos e artistas do mundo inteiro chegando aqui para beber da fonte e participar das brincadeiras. Isso é uma maravilha, os verdadeiros tesouros de Olinda.
O fato que o sítio histórico, onde nós moramos é patrimônio histórico tombado pelo IPHAN, nos garante que as casas não vão ser derrubadas para construir prédios e condomínios, que sempre terá algum cuidado extra em relação as construções. Isso é muito importante para tentar manter a cultura de rua viva.
 
Onde você buscou inspiração pra escrever o seu novo livro ?
O meu novo livro, “O dia em que a Morte sambou” foi inspirado pela vivência com os brincantes da cultura popular. Participando das sambadas de coco, maracatu rural, cavalo marinho, etc… aqui em Pernambuco, fiquei impressionado pelo vigor e a alegria dos brincadores mais antigos, muitos com mais de 80 anos, brincando, dançando e cantando a noite inteira com seus netos e bisnetos sem o menor sinal de cansaço ou constrangimento. Isso me fez perceber o quanto é socialmente construida nossa percepção negativa da velhice, e o quanto temos que aprender com os mestres da cultura popular, que têm uma relação bem mais saudável com o tempo e a vida em geral…
E quem fala de vida também fala, inevitavelmente, de Morte, pois o jeito que encaramos a velhice na nossa cultura tem tudo a ver com nosso pavor da Morte. É por isso que escolhi introduzir a Morte, como figura fantástica, nesse cenário. Pode parecer contraditória, mas,  é justamente com a aparição desse personagem que eu mais consigo ilustrar a incrível alegria de viver e profunda sabedoria do brincante.
A imagem de rebolar com a Morte, foi a Ayahuasca que me proporcionou. Foi uma experiência muito intensa, ouvi a Morte me chamando, estava com certeza que minha hora tinha chegado, mas não tinha medo, me entregava, alegre e aberto, querendo celebrar minha partida com uma última requebrada.
 
O que a história conta ?
É sobre Seu Biu, um velho brincante que não deixa nem a velhice nem a Morte acabar com sua alegria de viver.
O livro agrada só ao público infantil ?
Nem eu nem Valeria gostamos muito desse rótulo de “literatura infantil”. Fazemos livros para todo mundo, e na verdade muitos dos nossos leitores são adultos.  É verdade que tomo um certo cuidado para deixar o texto simples e límpido, para não usar palavras muito “eruditas”, para escrever de uma forma bem perto do como se fala, com o coração. Mesma coisa com as ilustrações, não fazer uma coisa muito viajada, muito abstrata… E assim tentamos criar uma obra mais acessível, que não exclui nem as crianças nem as pessoas menos instruídas.
Mas isso é apenas ao nível da forma. Ao nível do conteúdo, não temos medo de abordar assuntos considerados pesados ou delicados. Isso são justamente os assuntos mais interessantes, os que mais precisam ser conversados e debatidos! Nos meus contos, falo de homofobia, preconceito, racismo, exclusão social, machismo, crise de identidade, morte. Não acredito que nenhum desses assuntos seja inapropriado para o publico infantojuvenil. Agora, claro, tudo depende de como são introduzidos…
O que acontece, infelizmente, com muito da chamada “literatura infantil” hoje em dia é que autores e editores ficam receosos de falar disso ou daquilo, para não ofender os país e “proteger” as crianças, e o resultado são livros totalmente vazios, que os adultos não tem a menor paciência de ler, e que as crianças só gostam porque nunca foram oferecidos algo melhor. Esses livros subestimam muito a inteligência da criança, e não a estimulam a questionar, criar…  Um bom livro infantojuvenil, ao meu ver, tem que encantar ambos adultos e crianças.
Sobre a apresentação, como é fazer uma apresentação nada convencional só para crianças ?
Aqui vou repetir o que eu falei na pergunta anterior, nossas apresentações são para todas as idades.
Você já pensou em escrever livros para adultos ?
Por enquanto, não. Já publiquei varias artigos e poemas para “adultos” no passado, mas não tenho mais a paciência necessária. Para mim, escrever para adultos (pelo menos o tipo de coisas que eu escrevia) era tentar fazer um texto soar o mais complicado possível, o mais inacessível e erudito, e assim impressionar o leitor com todo meu conhecimento linguístico e referencias culturais. O meu objetivo no momento, com o tipo de contos que eu escrevo, é exatamente o contrário: pegar ideias aparentemente complicadas e tentar coloca-las na linguagem mais simples e acessível possível, usando, com a ajuda de Valeria, uma combinação de imagens e palavras. É um desafio muito mais interessante, e sinto que assim estou contribuindo pela democratização das ideias. “O último golpe do Lobo Mau”, por exemplo, é bastante inspirado nas ideias de Dostoiévski, na sua existencialização de conceitos cristãos como o pecado, o perdão, o inferno e o paraíso. Conseguir colocar toda a beleza e sutileza do pensamento desse autor maravilhoso ao alcance de uma criança ou de uma pessoa que não tem condições de encarar “Os irmãos Karamazov” para mim é uma coisa incrivelmente gratificante!
Qual a obra que você mais gosta e que mais lhe inspira ?
Se eu tinha que escolher uma única obra do chamado gênero “infantojuvenil”, seria, sem dúvida “O Pequeno Príncipe”. É realmente um livro incrível.
Como é escrever o terceiro livro junto com a sua esposa ?
É um desafio muito grande, coloca muita pressão sobre nosso relacionamento. Temos ritmos muito diferentes, e somos ambos super exigentes e sinceros. Isso complica muito. Quando estamos produzindo um livro sempre juramos que vai ser nossa última parceria, que não da mais para misturar as coisas…  Mas, uma vez que publicamos o livro e que passa a tempestade, tenho, de repente, uma nova ideia para um livro, mostro para Valeria, nos empolgamos e aí começa tudo de novo… Nunca aprendemos!
Você tem sonhos, pensa em realizá-los ?
 Muitos! Isso é o X do problema!! Mas pouco à pouco, vamos os realizando, um por um, tem que ter paciência… Fazer um livro juntos foi um sonho durante muitos anos. Já publicamos 3. O nosso sonho esse ano foi montar uma peça de teatro juntos, só nos dois, para ser mais independente e poder levar o espetáculo onde vamos. Foi um grande desafio, mas conseguimos e estamos super felizes! O próximo passo seria de comprar uma Kombi e ficar viajando pelo Brasil e a América Latina, apresentando o espetáculo, vendendo ou trocando nossos livros e aprendendo com os mestres da cultura popular… Parece incrível! Mas primeiro precisamos nos organizar direitinho, ver qual é o momento mais propício, se é preciso conseguir algum patrocínio, ou se temos como se sustentar apenas com as vendas de livros e apresentações.
Qual seu próximo passo ?
 Divulgar o livro e o espetáculo, conseguir prêmios, elaborar projetos de circulação e coloca-los em editais, agendar apresentações nas escolas, conseguir lançamentos e pontos de venda fora do estado, traduzir e publicar em outras línguas… Queria ser apenas escritor, mas, infelizmente, tem toda a parte burocrática. Para viver da pesca, precisamos vender nosso peixe, e está cada vez mais difícil diante da situação econômica do país. Tem que ser muito criativo e persistente, mas não vamos desistir!
-Vi que você também agrada o público adulto, como é lidar com eles ?
Acho que já respondi essa pergunta.
Se puder pode me contar um pouco da sua história… como você veio pra cá pro Recife e como começou a carreira de escritor ?
Antes de chegar aqui, estava vivendo na Califórnia. Tinha acabado de me formar em biologia pela UC Berkely e estava trabalhando em um laboratório em São Francisco. Do ponto de vista profissional/material, estava ótimo, mas estava morrendo de tédio, sentia que estava perdendo meu tempo, que alguma coisa mais excitante estava me esperando. Resolvi largar tudo e sair explorando o mundo, a procura de alguma paixão, alguma coisa para encher esse vazio que eu sentia vivendo nos Estados Unidos… Fiz um grande brechó, vendi tudo que eu tinha e comprei uma ida simples para o Brasil, que seria minha primeira etapa. Cheguei em Olinda, e descobri a música, o teatro e a cultura popular.
A minha carreira de escritor foi uma consequência disso, minha vontade de compartilhar essa experiência incrível pela qual eu passei, todas as descobertas que essa viagem me proporcionou, sobre o mundo e sobre mim mesmo, todas as coisas lindas que eu vi, as coisas feias também, e daí nasceu meu primeiro livro, O Burro Errante.

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O que muda de um ano para o outro… (meio atrasado mas, ainda tá valendo!)

Começo de ano é sempre a mesma coisa, surgem promessas, pendências do ano passado, novidades, atrasos, vontades, surgem novos empreitadas, novos empreendimentos, novas ideias, enfim, no ano novo, tudo é novo e nada é velho, ou o que se espera é que pelo menos o velho possa ser colocado no armário. No ano novo a gente sempre tenta pensar diferente, mas, pra mim tudo é uma continuidade do que já fazíamos, mesmo tendo novas ideias ou retomando projetos, como esse, o “blog”, que é algo mais pessoal possível, é sempre bom dar continuidade, pois faz parte da vida.

Então, sem mais balela, quero trazer neste novo ano que se inicia, um pouco mais do meu universo para cá. Já faz algum tempo que não tenho escrito, e como todo ano prometo dar continuidade, neste ano,tentarei mostrar um pouco mais do que ando lendo, assistindo, ouvindo ou mesmo vendo por aí, sendo fato ou boato, ou sem ser novidade.

Meu vício desse mês de janeiro… ( pra quem não sabe LOST é uma série norte-americana exibida em 2004). 04/02/2015 comecei mas, parei :/

Separei alguns livros pra ler este ano, e já ganhei alguns, de aniversário (Happy birthday), nessa lista inclui Serena de Ian McEwan, A visita cruel do tempo de Jennifer Egan ( vencedor do Pulitzer), Uma vida sem limites de Nick Vujicic, ( dei pra my mamis de aniversário *-*), O símbolo perdido de Dan Brown (autor de O código da Vinci, o famoso código), e etc. Vou tentar ao máximo nesse mês de fevereiro, dando continuidade* ao post escrito no início desse ano “ai me sorry”, informar and atualizar com informações não só do mundo cultural, como outras coisas que acho importante reportar ou mostrar a vocês!!! Ahhh… Besos :*

Fiquem atentos por mais posts 🙂

*postagem escrita no início de janeiro.

Dicas de Filmes para as Férias !

Ah as férias … Esse período maravilhoso do ano que a gente pode acordar de meio dia e assistir 3 filmes seguidos comendo brigadeiro sem remorso. Andava meio com preguiça pra filmes, mas agora retornei ao ritmo normal, e queria indicar alguns bons filmes que vi nesses últimos tempos (alguns recentes e outros nem tanto):

Her, de Spike Jonzeher_xlg

 

A história de Her se passa num futuro (que para mim não parece tão distante) onde Theodore um escritor solitário, que se apaixona por um novo sistema operacional. Her é um filme que me tocou por sentir que  até em seus momentos “felizes” uma áurea melancólica paira no ar, já que, apesar de não parecer, se trata de uma ficção científica, todos estão tão conectados a tecnologia, que parecem meio áereos em suas relações da vida real.

Malévola, de Robert Stromberg

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Malevóla reconta a história da Bela Adormecida, a partir do ponto de vista da “Má Rainha”, mostrando para o espectador os caminhos que a levaram a agir daquela forma. Ah pensar que um dia eu tive antipatia pela Angelina Jolie, como ela está maravilhosa no filme ♥. Apesar de ter lido muitas críticas, gostei bastante da forma como foi desenvolvida a humanização da personagem e a relação entre ela e a Bela, tanto que nem o final previsível me incomodou.

Medianeras, de Gustavo Taretto

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Medianeras conta a história dos vizinhos Martin, um web designer depressivo que faz tudo através da internet, e Mariana, uma arquiteta recém separada e solitária, que tenta se encontrar em meio a selva de concreto que se tornou Buenos Aires. Medianeras entrou pra minha lista de filmes favoritos por ser cheios de metáforas sobre a vida moderna e abordar questões existenciais que vez por outra vem a minha mente. O suspense em torno do encontro das personages prende você até o ultimo minuto do filme, já você começa sabendo que eles são almas gêmeas, mas sempre se perdem em meio a multidão. Quem quiser pode conferiro filme completo no youtube:

Moonrise Kingdom, de Wes Anderson

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mt amor essa cena ♥

mt amor essa cena ♥

Sam e Suzy são dois pré-adolescentes deslocados em meio às pessoas com que convivem, ao se conhecerem numa peça, os dois passam a trocar cartas até que um dia resolvem fugir juntos para seu pequeno reino. Com uma estética incrível e humor tão característico do diretor Wes Anderson, Moonrise Kingdom é um filme encantador, que mostra os conflitos internos, os sentimentos adultos e as descobertas dessa fase da vida.

A Culpa é das estrelas, de Josh Boone

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Assim como 80% da internet, já assisti A culpa é das estrelas, porém como tenho muitos pontos pra tocar, vou fazer uma resenha maior. Só pra antecipar, quero dizer que minha reação foi quase igual a de todo mundo hehe.

 

 Pra quem se interessar, tenho um perfil no filmow, que atualizo constantemente 🙂

 

 

 

 

Filme: Frances Ha

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Encantadora. Talvez seja essa a a melhor palavra para definir a personagem interpretada por Greta Gerwig em Frances Ha (2012). O filme conta a história de Frances, uma atrapalhada aprendiz de uma companhia de dança que tem dificuldades para se estabilizar e aprender a lidar com os problemas da vida adulta.

frances haRodado totalmente em preto e branco, e tendo a cidade de Nova York como cenário principal, a história se desenrola a partir do momento que Frances se “separa” de sua melhor amiga Sophie, e precisa arrumar encontrar um lugar para morar, e assim acompanhamos sua trajetória em busca de um lugar estável na vida adulta. Apesar de esforçada, infelizmente ela não consegue evoluir devido a sua imaturidade, sendo essa seu maior defeito e qualidade simultaneamente, e o ponto mais atrativo do filme.

Todos em algum momento já chegamos em um ponto da vida em que nos perdemos em meio as transições de etapas da vida, e as vezes nos deixamos abater, abandonamos planos e levamos tudo pro lado pessimista, entretanto Frances mesmo sem conseguir acertar em suas escolhas e  ainda que não sendo levada a sério pelas pessoas próximas, busca se manter otimista e levar a vida de um modo leve.

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mt amor essa cena ♥

 

Frances Ha chega ao seu fim sem grandes reviravoltas ou desfechos imprevisivéis, mas nos mostra que ainda que mesmo sem ser um poço de talento ou de riqueza, podemos buscar aqui e ali amadurecer ideias e com esforço buscar nosso pequeno espaço no mundo.

Fogos de artifício

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Começamos sempre um ano com muitas propostas e sonhos, falamos que temos que mudar, vestir a camisa de que não repetiremos os mesmos erros do ano anterior. De que é preciso se livrar de tudo que é velho, seja de bens materiais e comportamentais. Começamos um ano, cheios de espiritualidade e crenças, como vestir vermelho, que é a cor da paixão para atrair um novo amor, ou branco que simboliza paz, e ainda pulando as sete ondinhas ou jogando oferendas para Iemanjá. Brindamos a chegada do ano com a contagem regressiva e ao som de muitos fogos e pretextos de que uma nova vida está ali pra ser formada. Outros, simplesmente não desejam nada, apenas paz e saúde, cada um com o seu jeito. Romper o ano novo, significa tudo isso e muito mais. O ano novo começa realmente e primeiramente para quem quer fazê-lo acontecer. Quem quer deixar tudo para trás e partir para o NOVO, ou aquilo que você nunca fez e tenha receio de fazer. A mudança. O ano novo para mim e para muita gente, está em busca, tenho quase que certeza, de mais seriedade, de conclusão e afirmação, de movimento, ousadia e desfrute do hoje. Portanto, eu, você e todos nós temos que fazer acontecer e buscar sempre a mudança dentro e fora em todos os contextos do velho e novo ano que está a seguir, seja com leituras, com amigos, familiares, sozinho, aqui, ali e etc, mas sempre buscando aventurar-se. Feliz ano novo de todo coração e muitas vitórias e conquistas a todos sempre.

Livro: Holocausto Brasileiro – Vida, Genocídio e 60 Mil Mortes No Maior Hospício do Brasil

Capa do livro Holocausto Brasileiro, da jornalista Daniela Arbex, lançado pela editora Geração.

Capa do livro Holocausto Brasileiro, da jornalista Daniela Arbex, lançado em 2013 pela editora Geração.

O livro sobre o qual vou falar hoje foge dos padrões do Tequila, mas como se trata de um episódio terrível para a historia do país, acredito que seja importante falar sobre o assunto. Holocausto Brasileiro é um livro-reportagem escrito pela jornalista Daniela Arbex que resgata do esquecimento um dos capítulos mais macabros da nossa história: a barbárie e a desumanidade praticadas, durante a maior parte do século XX, no maior hospício do Brasil, conhecido por Colônia, situado na cidade mineira de Barbacena.

A construção do livro se dá a partir da união de diversos relatos e entrevistas com ex-internos, ex-funcionários e profissionais que acompanharam de perto a situação desumana na qual viviam os internos da instituição. Diversos fatos e histórias obscuras são revelados ao longo do livro, a primeira questão , e pra mim umas das mais chocantes, é que grande maioria dos internos estavam lá por questões banais, não por problemas de saúde, como o caso em que uma adolescente foi internada por ficar grávida após ser abusada pelo seu patrão. Prostitutas, homossexuais, epiléticos e moças que haviam perdido a virgindade antes do casamento também eram vítimas desses internamentos involuntários.

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O livro também conta com diversos registros fotográficos impactantes feitos na época por Luiz Alfredo. Nelas podemos ter a noção da cruel situação do hospital: Crianças e adultos sem roupas, desnutridos, bebendo água do esgoto e até comendo ratos para sobreviver. As mulheres eram maioria, e provavelmente as que mais sofriam, pois com frequência sofriam abusos, e por vezes engravidavam e para se protegerem de possíveis abusos durante a gravidez, se cobriam com fezes humanas para repelir os que tentassem se aproximar.

Além do lado cruel da história, vemos o lado de quem, dentro do possível, tentou ajudar e lutar contra as barbaridades que aconteciam no local.O cineasta Hélvecio Ratton foi um dos que ajudou a sua maneira, filmando um mini-documentário chamado “Em nome da razão” em 1979, no qual revelou para o resto do país o que se passava por trás dos muros do colônia. Durante os anos 60 e 70 diversos jornalistas e pessoas influentes do meio também buscaram formas de denunciar todas essas barbaridades.

Apesar de não apelar para o sentimentalismo, Holocausto Brasileiro foi um livro que me despertou inúmeros sentimentos (me fazendo chorar como nenhum outro), como o de revolta e vergonha pela forma como essas pessoas eram tratadas injustamente por estarem a margem da sociedade, sem ajuda alguma do governo que permitiu que essa guerra cega ocorresse, matando mais de 60 mil pessoas de graça.

*não recomendamos este documentário para menores de 16 anos

Rastreador de namorado

Já notou como sua privacidade vem diminuindo ao longo dos tempos??? Quem será o culpado, nós ou a tecnologia???

Rastreador-de-namoradoMe dei conta do absurdo, quando, ao sair de casa, de carro para ir para a faculdade, ouço a seguinte notícia na rádio CBN, ( Não com as mesmas palavras, é claro!),” Nova invenção de aplicativo para celular, rastreador de namorado, tem grande público e procura e está se repercutindo…” Não foi um choque pra mim ouvir essa notícia, até porque, o que falta inventar num mundo cheio de tecnologias, e aplicativos de todos os tipos, como o nosso? O que me transtornou um pouco, foi em confirmar, que a gente a cada vez mais está se afundando nesse mundo virtual. Cadê a privacidade??? O respeito ao próximo??? A confiança no outro??? De uma vez por todas confirmei que as pessoas realmente estão ficando doentes com tudo isso! Se isso for pra frente, que já está indo, aí é que a nossa sociedade vai ficar mesmo individualista e desconfiada, e as clínicas de psicologia vão estar lotadas, porque ninguém vai poder e conseguir confiar em ninguém com esses tipos de atitudes que infligem a intimidade e a privacidade alheia.

Você confiaria caro leitor????

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O carinhoso aplicativo, dado o nome de rastreador de namorado, podendo ser rastreador de qualquer espécime humana sobrevivente na terra, tem como função registrar as chamadas da outra pessoa no seu celular, receber TODAS as sms da criatura, saber onde ele está e com quem está, podendo modificar a voz e ouvir os ruídos da área externa, identificando-os. Enfim, ele é um tipo muito sinistro de detetive James Bond, que você fica de longe sabendo tudo o que a outra pessoa está fazendo, com quem, aonde, como, e porquê. E não precisa ter android, se o seu celular tem gps, já serve.

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E o melhor ( ou pior), o aplicativo pode fazer tudo isso sem o consentimento da outra pessoa, ou seja, sem que ela fique sabendo que você persegue, vistoria, ela.

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Minha opinião, que está clara, é muito negativa sobre tudo isso, para mim é doença. Isso prova que a nossa sociedade está ficando cada vez mais desconfiada e mais individualista. Que as novelas estão aí pra mostrar uma “realidade” de perversões, traições e muitos outros ões que se incalcam na mente do ser humano, e o deixa ainda mais desconfiado do que já está. É loucura ficar pensando em outra pessoa obsessivamente achando-o que ele fica lhe traindo ou está em outro lugar quando diz que está. Se você está desconfiada CONVERSE, se não gosta, DIGA, e ouça o que a outra pessoa tem a lhe dizer, pressionar nunca é bom, e ficar vistoriando o que o outro faz por meio desses aplicativos é doença e obsessão e só traz infelicidade! Conselho da beka 😉

Facebook, ajuda a amadurecer? Ou é só mais um meio de comunicação?

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Não sou psicóloga, terapeuta, taróloga, conselheira (às vezes), cientista ou estudante de medicina, mas de uma coisa eu sei, ” eu já passei por quase tudo nessa vida…” – sambando. brincadeira. Eu posso não ser nenhuma dessas profissões citadas aí em cima, mas pela minha mera experiência e pouca credibilidade para  um-pouco-menos-da-minha-meia-idade, já presenciei e vivi momentos que me fizeram refletir a uma outra perspectiva. E posso dizer que sempre continuo vivendo esses momentos. Alguns namoros desagradáveis, e uma penca de pequenos a grandes problemas que fazem parte da vida de todo ser humano, porque afinal, se não tivéssemos esses momentos que fazem parte do amadurecimento humano, vida não teria o nome vida. Ok, mas a questão onde eu quero chegar ainda não é essa, porque amadurecer significa muito mais do que viver, pois tem gente que morre e continuou com a mesma cabeça dura a vida toda, ou então não teve oportunidade, pelo simples fato de não ter amigos, família, pessoas que dessem um conselho, uma mão amiga, ou por continuar tendo uma personalidade só. Mas o mundo mudou muito nesses últimos anos com as novas tecnologias. E não é que eu concorde com toda a revolução que vem acontecendo, porque tem coisas que eu discordo e eu mesma faço. Então discutir se é certo ou errado está fora de questão nessa postagem. Simplesmente o que venho me questionando, e questionando com outras pessoas ao meu redor é se, mesmo com todo o exagero que vemos, que nos cerca, das novas tecnologias e das redes sociais, elas podem nos ajudar a sermos pessoas melhores do que éramos antes, se as novas tecnologias criam a oportunidade das pessoas amadurecerem e se questionarem diante de inúmeros assuntos.

“O Facebook virou um muro de lamentações. É gente de todo tipo, reclamando de uma variedade de problemas – parece uma feira do descarrego. Um reclama do frio, outro do calor, outro do começo do BBB, outro do fim do BBB, outro da orkutização do FB, outros no trânsito, da chuva, do sol, do namorado, da solteirisse…ufa. Parece competição pra ver quem compartilha mais desgraças. E acredito que essas pessoas nem desconfiam de uma coisa – elas se tornam aquilo que acreditam.”  Casal Sem Vergonha
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 Não estou criticando quem posta o quê, ou quem deixou de postar, até porque, na internet, temos liberdade de expressão, e acho que a maioria já fez algum tipo de reclamação, ou já desabafou sobre alguma coisa da sua vida. Mas deve ter uma razão para tudo isso. Simplesmente porque, ao postar o que você pensa, você está se arriscando de outra pessoa, desconhecida ou não, mesmo estando no seu espaço, discordar sobre àquilo que você pensa. E isso é normal. Às vezes você pisa na bola ou escorrega com seu próximo, mas é muito mais fácil quando isso é exposto e alguém chega pra lhe dar uma mão, ou tavez, abrir seus olhos, de alguma maneira. E quando esse processo ocorre, de interação mesmo online, com pessoas tímidas e que não conseguem se expor verbalmente, é libertador. Claro que isso seria melhor cara-a-cara. Ainda não consigo ver o processo de comunicação 100% saudável via online, mas para um primeiro passo, e quem usa a internet e saiba dividir o contato entre esses dois mundos, pode ser, quem sabe ou não efetiva na vida dessas pessoas.
E ainda acho que se as pessoas usassem as redes sociais de acordo, sem exageros, tudo seria mais simples, mas basta que tenha um bom senso e saiba do que esteja postando, para não denegrir e faltar com respeito a outras pessoas, pois o que mais vejo é desrespeito ao próximo que tenta se expressar do jeito que pensa.
Uma coisa é ter opinião e outra é afetar ou desrespeitar o outro com ela.