Semana dos títulos: Bridget Jones

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O filme dessa semana que eu peguei pra estrear a semana dos títulos, com filmes não muito novos, e franqueados (mas que são muito bons), foi o da Bridget Jones, essa trilogia querida, que até então eu não via flores, mas depois de passar um final de semana inteiro assistindo, eu estou completamente apaixonada por esse filme: 3.

Filme 1: O diário de Bridget Jones de 2001

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O longa é uma comédia romântica que conta a história de uma mulher no auge dos seus trinta anos, que sonha em ter uma família e se casar. Bridget Jones (Renée Zellweger) jornalista, solteirona e independente, decide então escrever no seu diário os acontecimentos que a cercam sobre o amor e a família. Bridget revela, a cada capítulo, as suas qualidades e os seus defeitos, além de expor com muitas pitadas de humor situações que fazem parte do dia-a-dia de várias mulheres nesta mesma faixa de idade: problemas com o trabalho, a busca do homem ideal etc. Cada cena do filme trata de um determinado dia na vida de Bridget Jones, que sempre inicia o seu relato medindo o peso e as calorias, cigarros e unidades alcoólicas que consumiu no dia anterior, sempre repetindo mentalmente que tem que parar de fumar (sem parar de fumar) e conquistar seu homem ideal. Apaixonada, e extremamente divida entre seu chefe Daniel Cleaver (High Grant) e um amigo de infância, Mark Darcy ( Colin Firth), trabalho em recursos humanos, ela vive altas e hilariantes loucuras.

 

Filme 2: Bridget Jones, no limite da razão de 2004

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Neste filme, continuação do primeiro lançado em  2001, permanece os mesmo atores, a mudar apenas o foco da história. Decidida em impor  limites em  seus relacionamentos e reconstruir um rumo para sua carreira e trabalho, Bridget, sai do seu emprego na redação onde trabalhava (filme anterior), assediada pelo seu ex-chefe, com quem tinha uma relação fora do trabalho, decide procurar um novo emprego em um canal de televisão. No filme 2, Daniel decide seguir a mesma carreira que Bridget, não deixando ela em paz, e ela já começa engatada num relacionamento com seu único e verdadeiro amor Mark Darcy (Colin Firfth). Envolvida com o novo amor , ela viaja para férias, convidada por Mark, para esquiar, onde acontece uma série de desencontros e brigas. Eles terminam se separando e Bridget segue uma viagem à trabalho junto de sua melhor amiga e Daniel Cleaver, onde arruma mais confusão para sua vida. Ela termina em uma cama com seu ex-chefe reafirmando que ele é mulherengo e acaba em uma prisão feminina, com tailandesas em um super mal entendido. Bridget escapa da prisão e termina se encontrando com seu grande amor ao qual a pede em casamento e a liberta.

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Cena de Bridget Jones na Tailândia no meio do oceano drogada.

 

Filme 3: O bebê de Bridget Jones de 2016

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Esse último filme é pra chorar de verdade, e é a resolução dos últimos filmes: uma despedida à Bridget Jones. Não ela não morreu, e também não saberemos se terá o próximo pela mensagem que eles deixam crer no final do filme.Nesse último filme, os atores principais que foram sempre os mesmos durante os dois últimos filmes mudaram. Bridget se separou do seu noivo e está para completar 43 anos. Ela como em todos os outros filmes começa sozinha. E sempre vai visitar seus pais, só que nesse já começa engraçado, com sua mãe tentando acessar o facetime do iphone. O que já modifica pela era tecnológica do novo filme em comparação com os anteriores. Vivemos em um mundo diferente e o filme acompanha essa linha de trajetória.  Por destino trágico da vida o chefe mulherengo por quem sempre teve uma queda por Bridget e por outras mulheres americanas, faleceu em um acidente de avião, seu ex-chefe do primeiro filme , então, ela acaba embarcando para uma delirante viagem que a levará a conhecer uma outra pessoa. Depois dessa viagem, surpreendentemente nossa Bridget Jones engravida, e aí que está o x da questão. Quem é o pai do filho de Bridget Jones?, agora Bridget não é mais uma repórter desengonçada, e a trama circula entre o trio Jack (Patrick Dempsey), Mark Darcy (Colin Firfth) e Bridget Jones (Renée Zellweger), e a luta para descobrir e revelar quem é o pai do seu filho.

Uma novidade é que, o roteiro de início pelo site Omelete, não era esse. O ator que fazia o papel de garanhão Daniel Cleaver (Hugh Grant) não aceitou participar do filme , pois o achou um pouco fraco. O filme foi escrito por Dan Mazer, Emma Thompson, e Helen Filding ( a criadora dos personagens).

Outra percepção que tive, e que vi e

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m algumas críticas por aí de outros sites, é que o desfecho desse último filme era totalmente previsível, o que não achei de verdade. Achei o filme bastante emocionante e chorei muito no final. Bastante engraçado como os outros mas com um pouco mais de drama no final. Não conto mais pois é –alerta de spoiller-.

 

 

 

 

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Dicas de Filmes para as Férias !

Ah as férias … Esse período maravilhoso do ano que a gente pode acordar de meio dia e assistir 3 filmes seguidos comendo brigadeiro sem remorso. Andava meio com preguiça pra filmes, mas agora retornei ao ritmo normal, e queria indicar alguns bons filmes que vi nesses últimos tempos (alguns recentes e outros nem tanto):

Her, de Spike Jonzeher_xlg

 

A história de Her se passa num futuro (que para mim não parece tão distante) onde Theodore um escritor solitário, que se apaixona por um novo sistema operacional. Her é um filme que me tocou por sentir que  até em seus momentos “felizes” uma áurea melancólica paira no ar, já que, apesar de não parecer, se trata de uma ficção científica, todos estão tão conectados a tecnologia, que parecem meio áereos em suas relações da vida real.

Malévola, de Robert Stromberg

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Malevóla reconta a história da Bela Adormecida, a partir do ponto de vista da “Má Rainha”, mostrando para o espectador os caminhos que a levaram a agir daquela forma. Ah pensar que um dia eu tive antipatia pela Angelina Jolie, como ela está maravilhosa no filme ♥. Apesar de ter lido muitas críticas, gostei bastante da forma como foi desenvolvida a humanização da personagem e a relação entre ela e a Bela, tanto que nem o final previsível me incomodou.

Medianeras, de Gustavo Taretto

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Medianeras conta a história dos vizinhos Martin, um web designer depressivo que faz tudo através da internet, e Mariana, uma arquiteta recém separada e solitária, que tenta se encontrar em meio a selva de concreto que se tornou Buenos Aires. Medianeras entrou pra minha lista de filmes favoritos por ser cheios de metáforas sobre a vida moderna e abordar questões existenciais que vez por outra vem a minha mente. O suspense em torno do encontro das personages prende você até o ultimo minuto do filme, já você começa sabendo que eles são almas gêmeas, mas sempre se perdem em meio a multidão. Quem quiser pode conferiro filme completo no youtube:

Moonrise Kingdom, de Wes Anderson

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mt amor essa cena ♥

mt amor essa cena ♥

Sam e Suzy são dois pré-adolescentes deslocados em meio às pessoas com que convivem, ao se conhecerem numa peça, os dois passam a trocar cartas até que um dia resolvem fugir juntos para seu pequeno reino. Com uma estética incrível e humor tão característico do diretor Wes Anderson, Moonrise Kingdom é um filme encantador, que mostra os conflitos internos, os sentimentos adultos e as descobertas dessa fase da vida.

A Culpa é das estrelas, de Josh Boone

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Assim como 80% da internet, já assisti A culpa é das estrelas, porém como tenho muitos pontos pra tocar, vou fazer uma resenha maior. Só pra antecipar, quero dizer que minha reação foi quase igual a de todo mundo hehe.

 

 Pra quem se interessar, tenho um perfil no filmow, que atualizo constantemente 🙂

 

 

 

 

Livros: Top 6 de 2013

2013 foi ótimo ano no quesito leituras, já que consegui cumprir minha meta e grande parte dos livros que li foram 4/5 estrelas, tanto que foi uma tarefa díficil escolher 6 melhores. Esse ano também ficou marcado pela descoberta do meu amor pelo Saramgo ♥, e não é a toa que dois dos 6 favoritos sejam dele. Já de ruim, eu jnão tenho muito o que falar, pois se uma história não me agrada eu não faço questão de continuar, mas alguns foram tão decepcionantes, que merecem entrar na lista com esse rótulo.

6- Clube da Luta, de Chuck Palahniuk

Muita gente (como eu) chega até o livro Clube da luta após ver o filme, e assim tem um certo receio já que o “grande mistério” da história lhe foi revelado. Porém, mesmo sabendo o enredo completo, a cada página Chuck Palahniuk me envolvia com suas reflexões sobre a sociedade de consumo e o modo de ver a violência. Fora que o seu pósfacio é o mais relevante que eu já li.

5- Frida, de Hayden Herrera 

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Adoro biografias, e sem dúvidas essa foi a segunda melhor que eu já li. Depois de ver o filme Frida, fiquei interessada pela vida da pintora e cheguei até essa biografia mais que completa. Nela a relação entre as obras e a vida de Frida são explicadas em detalhes, nos fazendo entender o que ela queria dizer quando explicava que ela pintava a sua realidade, mostrando sua natureza contraditória e forte ao mesmo tempo.

4- Precisamos falar sobre o Kevin, de Lionel Shriver

Outro livro que eu li após ver o filme, e que me surpreendeu. A forma crua como Lionel retrata a relação de Eva com seu filho Kevin é chocante, e mostra um lado osbcuro pouco discutido sobre a relação entre pais e filhos.

3 – Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago

livro_ensaio sobre a cegueira_gra_okEnsaio sobre a cegueira, assim como 1984, conseguiu me trazer um sentimento de angústia único. Saramago descreve de maneira brilhante como seria se o mundo sofresse de um mal generalizado, e que em terra de cego quem tem olho acabe por virar escravo ao invés de rei.

2- Holocausto Brasileiro, de Daniela Arbex

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Foi o único que eu resenhei aqui no blog. Uma pena que a história contada não seja apenas uma triste ficção.

1- O evangelho segundo jesus cristo, de José Saramago

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“… pela simples razão de que tudo isto são coisas da terra, que vão ficar na terra, e delas se faz a única história possível.”

O Evangelho segundo jesus cristo tem muitos meritos: Foi o primeiro lido do ano e a leitura mais díficil, porém foi a mais enriquecedora. Nele Saramago reconta sob uma ótica humanizada a história de jesus cristo, coisa que pode incomodar os mais religiosos, mas que aos meus olhos gerou uma história brilhante sobre as fragilidades humanas e as contradições do lado divino.

Menções Desonrosas

Como disse, se um livro é ruim eu pulo fora, mas alguns merecem destaque só pra deixar o alerta a quem pretende os ler.

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O diabo veste prada, de LaurenWeisberger: Adoro o filme, e o livro foi uma decepção. A história é completamente absurda e idiota, só se salvam algumas partes engraçadas.

A lista Negra, Jennifer Brown: Depois de ver tantas indicações resolvi dar uma chance, e infelizmente o livro não atendeu em nada minhas expectativas. Muito “confissões de uma adolescente em crise”.

Estorvo, Chico Buarque: O nome faz juz ao livro. A história até que é compreensível, mas nada tem objetivo, uma história sem próposito algum.

Top 4 : O Cinema e suas Rainhas

Cleópatra (1963)

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Com 4 horas de duração, o épico trás a belíssima Elizabeth Taylor no papel de Cleópatra, a rainha do Egito, e narra a história da ascensão e queda do seu império. Usando seu charme, Cleópatra faz com que Julio César (Rex Harrison) desista de invadir o Egito, porém, o imperador é assassinado no senado romano. Cleópatra se volta então para seu substituto, o general Marco Antônio (Richard Burton), novamente com a intenção de proteger e ampliar seus poderes. Cleópatra o seduz, mas Marco Antônio torna-se frágil e submisso. O longa é considerado um dos mais caros da história do cinema, com o custo de 44 milhões de dólares em valores da época. Atualmente, existe um projeto de um novo longa sobre a história da rainha, com Angelina Jolie no papel principal.

Maria Antonieta (2006)

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Um amor: Tênis All Star escondido em uma das cenas  ♥

Um amor: Tênis All Star escondido em uma das cenas ♥

Enviada à França para casar ainda adolescente com o príncipe Luís XIV, Maria Antonieta (Kirsten Dunst)  logo se vê presa em um ambiente de rígidas regras de etiqueta e ferrenhas disputas familiares. Baseado na biografia homônima de Antonia Fraser, a diretora Sofia Coppola trás para o espectador um lado mais humana da rainha, que ficou conhecida por suas extravagâncias e futilidades, num período em que o país estava a beira de uma revolução. O longa foi filmado praticamente todo no palácio de Versailles, e conta com um trabalho de figurino incrível, tanto que venceu o Oscar desta categoria. A trilha sonora é um caso a parte, já que em vez de acompanharmos o desenrolar da história ao som de uma orquestra, como é o esperado, Sofia arriscou e trouxe uma trilha moderna e divertida, que casa perfeitamente com a  personalidade de sua protagonista.

A Jovem rainha Vitória (2009)

wedding4bPrestes a completar 18 anos de idade, a jovem Vitória (Emily Blunt) se vê em meio a uma luta pelo poder trono inglês, e tem como inimigos a mãe e o padrasto John Conroy, que teme perder seu poder e prestígio com a ascensão de sua enteada. Pouco antes de ser coroada rainha, Vitória encontra no primo, e futuro marido  Albert (Rupert Friend), um amigo à quem pode confiar suas medos e ambições naquele díficil período. Seu reinado durou 63 anos, o mais longo da história, e foi marcado por um período de  mudança industrial, cultural, política, científica e militar no Reino Unido. Em 2010, o longa ganhou o Oscar de melhor figurino.

O Amante da Rainha (2012)

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Caroline Mathilde (Alicia Vikander) é uma jovem britânica que se torna rainha da Dinamarca após se casar com o insano rei Christian VII (Mikkel Boe Folsgaard). Decepcionada com seu casamento, Caroline encontra em Johann Struensee (Mads Mikkelsen), um alemão com ideais iluministas e novo médico de seu marido, um amante e companheiro, e juntos se aproveitam da fragilidade mental de Christian para implantarem uma reforma iluminista no país, porém com a má administração dessas novas leis, uma crise se instaura e logo os dois são descobertos. Apesar de ser definido como um drama/romance, o longa aborda com maestria sobre a questão política da Dinamarca daquele momento, mostrando a fragilidade tanto do sistema monárquico, como da utopia iluminista mal estruturada.

Dicas de livros para presentear no dia das mães

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Esse ano está sendo um ano de muitas publicações literárias, (amém!), tanto nacionais como internacionais, portanto se você está em dúvida de que livro comprar (todo ano surge essa dúvida), dica é o que não irá faltar, por isso resolvi selecionar alguns livros (bons), para presentear, não só no dia das mães, claro, como em qualquer dia e para qualquer pessoa. Então confiram a listagem e fiquem por dentro.

Chão de terra Rosiska de Oliveira

Editora Rocco

 CHAO-DE-TERRAChão de Terra apresenta uma coletânea de textos que convidam à reflexão. Entre reminiscências da infância, histórias que ouviu contar e outras criadas pela imaginação, a autora fala da ditadura do corpo, do trabalho que escraviza, da sede irrefreável de sucesso, do amor e da amizade, do ciúme e da fidelidade, da arte e das viagens, da força da mulher e das mudanças sociais, questionando as angústias e aflições da falta de tempo no mundo moderno. Em comum, os textos fazem um convite à reflexão ao lançar uma mirada crítica em assuntos caros à autora, e fundamentais para a vida humana.

No texto de abertura, que dá título ao livro, as lembranças da terra molhada vêm à tona no retorno ao país, depois de longo tempo fora: “O corpo, anos depois, se lembra logo do que se esqueceu. Um perfume atravessa décadas e chega na urgência daquele minuto. Foi assim naquela tarde inesperada. Bastou para medir os anos sem chão de terra, lá onde a grama cresce verde e atapetada, onde não há poeira nem sede no chão. Onde não foi sua infância e onde se fez tão estrangeiro o seu desejo”, conta Rosiska, ela mesmo exilada na Europa por denunciar as torturas cometidas durante a ditadura militar.

Grandes mulheres como Simone de Beauvoir e Virginia Woolf são lembradas em seus ensaios. Ela também questiona a ética que permeia o mundo moderno, do trabalho que escraviza, das angústias e aflições da falta de tempo – que acomete, inclusive, crianças -, ao mesmo tempo em que, paradoxalmente, defende a ideologia do carpe diem

O amor acaba Paulo Mendes

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Na literatura de Paulo Mendes Campos, a prosa encontra a poesia em sua busca frenética pelo instante precioso, pela frase iluminadora e pela cena que define o seu supremo amor pela vida – e seu ódio ao tédio. O amor acaba reúne as principais crônicas de Paulo Mendes Campos cujo tema principal é, contradizendo o título, o amor e suas variações sobre o tema: o amor pelo êxtase, a beleza feminina, a amizade, o ócio, o desregramento dos sentidos – e uma bem-humorada e ligeira luta contra os lugares-comuns, o conservadorismo, a falta de delicadeza, as convenções e, como vai bem a um boêmio, a chatice.

Lolita Vladimir nabovok

Companhia das letras

LOLITA_1335639260PLolita é um romance em língua inglesa, de autoria do escritor russo Vladimir Nabokov, publicado pela primeira vez em 1955.
O romance é narrado em primeira pessoa pelo protagonista, o professor de poesia francesa Humbert Humbert, que se apaixona por Dolores Haze, sua enteada de doze anos e a quem apelida de Lolita. O professor, que já conta com uma certa idade, desde o início se define como um pervertido e aponta como causa um romance traumático em sua juventude.
Mas em função do início chocante, sem dúvida o livro ficou famoso como um dos romances mais polêmicos já publicados, tanto que antes de chegar ao público, foi rejeitado por diversas editoras.
A obra conta com diversas qualidades literárias e uma estrutura curiosa, que pode ser interpretada como uma mistura de diversos estilos cinematográficos: do início psico-erótico típico de um filme europeu, a história passa para um drama de periferia quando o professor vai morar em New Hampshire. Depois a ação lembra um road movie, com uma longa viagem de carro; passa para um romance de mistério, com o enigma de um perseguidor oculto; e no final se torna um drama policial, ao estilo de um filme noir.
A guardiã da minha irmã Jodi Piccoult
Editora Verus
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Concebida por meio de fertilização in vitro, Anna foi trazida ao mundo para ser uma combinação genética para a sua irmã mais velha, Kate, que sofre de leucemia promielocíticaaguda. Aos 15 anos, Kate passa a sofrer de insuficiência renal. Anna sabe que se doar um rim, ela terá uma vida limitada. Ciente de que terá de doar um de seus rins para sua irmã, Anna processa os pais para obter emancipação médica e direito sobre seu próprio corpo. O livro retrata a vida de uma menina com leucemia. Suas dores, seus sentimentos, seu relacionamento com a família. Retrata o amor de uma mãe que é capaz de dar tudo e enlouquecer pela saúde da filha. A guardiã da minha irmã é um livro que fala sobre o amor de uma família que aprendeu a viver com a doença.
Cine Bijou Marcelo Coelho
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Cine Bijou (CosacNaify), de Marcelo Coelho e ilustrações do cartunista Caco Galhardo, relata a experiência de um jovem com os filmes e a censura imposta pela ditadura militar.O livro de Marcelo Coelho é memorialista, passa ao leitor o sentido de real, inspirado na experiência adolescente do escritor quando frequentava o Cine Bijou, um pequeno cinema especializado em filmes de vanguarda que funcionou em São Paulo, de 1962 a 1996, frequentado por estudantes, intelectuais, artistas e militantes de esquerda. O autor relata suas experiências diante dos primeiros filmes que viu, os filmes que gostava e os que ele não compreendia, e como conseguia, às vezes, assistir a filmes proibidos para menores. As ilustrações do cartunista Caco Galhardo são inspiradas em cartazes de filmes da época, como “Laranja Mecânica”, “Meu Tio” e “Último Tango em Paris”.
Amores difíceis Ítalo Calvino
Companhia das letras
80213_gEsta coleção reúne contos escritos na juventude de Italo Calvino. Os primeiros foram escritos em 1945, quando Calvino tinha vinte e dois anos, e os últimos no início dos anos 1950, época em que o autor se firmava como uma das principais vozes da literatura italiana. Os temas são diversos: um soldado tímido tenta seduzir uma viúva durante uma viagem de trem; uma respeitável senhora vive o drama de perder a parte de baixo de seu biquíni no mar quando a praia está cheia; um leitor oscila entre a realidade da ficção e a fantasia da realidade; um míope enfrenta as agruras do uso de óculos; uma esposa descobre o adultério e o mundo no botequim da esquina; um bandido e o sargento que o procura resolvem passar a noite na cama da mesma prostituta.

O que unifica as histórias é o profundo senso de composição do autor, atento aos mínimos detalhes da narração.

A arte de ouvir o coração   Jan-Philipp Sendker

Companhia das letras

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Um bem-sucedido advogado de Nova York desaparece de repente sem deixar vestígios e sem que sua   família tenha qualquer ideia de onde ele possa estar. Até o dia em que Julia, sua filha, encontra uma carta de amor que ele escreveu há muitos anos para uma mulher birmanesa da qual nunca tinham ouvido falar. Com a intenção de resolver o mistério e descobrir enfim o passado de seu pai, Julia decide viajar para a aldeia onde a mulher morava. Lá, ela descobre histórias de um sofrimento inimaginável, a resistência e a paixão que irão reafirmar a crença no poder que o amor tem de mover montanhas.